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Da multiplicidade de conhecimentos à especialização: a profissão do Engenheiro Mecânico

No Paraná, há mais de 13 mil profissionais habilitados, com registro regular. Em Londrina, 421 profissionais estão ativos no mercado

Um profissional extremamente necessário na indústria, em todas as suas frentes. Responsável pelo desenvolvimento de maquinários, eletrodomésticos, veículos automotores, aeronaves, elevadores e afins. Detentor de conhecimento especializado e, ao mesmo tempo, múltiplo, com olhar dinâmico e de olho no futuro. Esse é o Engenheiro Mecânico, cuja dia é celebrado neste domingo, 5 de junho.

“A profissão de Engenheiro Mecânico é a mais linda desde Leonardo da Vinci”, diz Elmar Pessoa Silva, Engenheiro Mecânico, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Conselheiro-suplente da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica (CEEMM) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Para ele, a profissão tem avançado na mesma proporção da tecnologia. “Antigamente, o profissional tinha uma formação científica, ligada à termodinâmica e puramente mecânica. Hoje, ele precisa ter conhecimentos sobre mecatrônica e afins”, aponta.

Atualmente, há 13.078 profissionais habilitados, com registro regular no Crea-PR, na modalidade Engenharia Mecânica e Metalúrgica. Destes, 9.668 são Engenheiros Mecânicos. Os demais possuem títulos como, Engenheiro Aeroespacial, Engenheiro Automotivo, Engenheiro Naval entre outros. Em Londrina e no Norte Pioneiro, 421 profissionais estão ativos no mercado. No ranking de modalidades abrangidas pelo Crea-PR, a de Mecânica e Metalurgia é a quarta com o maior número de profissionais registrados.

O Crea-PR é a autarquia responsável por fiscalizar o exercício profissional dos Engenheiros Mecânicos.  Por meio dela, o Crea-PR zela pela integridade e ética no exercício profissional. Além de defender a sociedade, a fiscalização tem o objetivo de impedir o exercício ilegal da profissão, tanto para quem possui habilitação e não segue a conduta estabelecida, como para o leigo que exerce qualquer atividade relacionada, que dependa de habilitação. “O Crea atua de forma a proteger a sociedade contra pessoas não preparadas. A CEEMM é composta por profissionais ilibados e experientes, que trabalham no sentido de cumprir a legislação, fazer a promoção da fiscalização, avaliar os pontos críticos e que necessitam de atualização”, explica Ricardo Vidinich, Engenheiro Mecânico e Conselheiro na CEEMM.

Segundo ele, o principal desafio do Engenheiro Mecânico na atualidade é se especializar com eficiência e eficácia, diante da indústria de quarta geração. “Com a evolução das baterias o veículo elétrico é uma tendência de mercado e tem sido desenvolvido mundo afora. No Brasil, a indústria ainda é incipiente. Do ponto de vista da física, o motor de combustão interna gasta 1/3 da energia em água de refrigeração e outro terço em gás de escapamento. Apenas 1/3 é gasto em energia motriz. Nos últimos 100 anos, os motores de combustão evoluíram chegando ao máximo de 40%, por isso, o motor elétrico, com 90% de eficiência motriz é a grande solução. Não há como voltar atrás”, argumenta Vidinich. Os cursos de capacitação são excelentes ferramentas para atualizar conhecimentos de mercado e se manter competitivo. Pessoa afirma que a especialização em segurança do trabalho é uma das mais procuradas. “Ela possibilita a confecção de laudos, perícias e avaliações”, diz. “Eu tenho dedicado grande parte do meu tempo na preparação de novos engenheiros. Percebo que, metade dos estudantes desiste da faculdade e muitos graduados abandonam a profissão porque as faculdades não fazem a devida preparação para o mercado”. Ele cita conhecimentos em administração e marketing como diferenciais e ressalta a importância do recém-formado ter uma relação sadia e visão positiva com o Crea-PR. “Esses profissionais devem enxergar o Crea-PR como parceiro, pois é lá que vão aprender sobre a legislação que normatiza a profissão”, acrescenta Elmar.

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6 comentários em “Da multiplicidade de conhecimentos à especialização: a profissão do Engenheiro Mecânico

  1. Henrique Novak disse:

    Excelente publicação!
    De um Engenheiro Mecânico com quase 30 anos de estrada!

    1. Crea-PR disse:

      Agradecemos seu comentário, Henrique!

  2. Roberto Serta disse:

    Parabéns aos Colegas Engenheiros Mecânicos, importante profissão na evolução humana!
    Um forte abraço!

    1. Crea-PR disse:

      Agradecemos a leitura e o comentário, Roberto!

  3. Rodrigo Silva disse:

    Muito bonito o texto. Realmente estamos em um momento de grande revolução, onde temos que nos atualizar constantemente e estarmos prontos para atender as espectativas do mercado.
    Mesmo com este cenário exigente, passamos por um momento de desapreço. Muitas vezes vemos colegas exercendo a função porém, com cargos de analistas ou consultores.
    Quando somos contratados como engenheiros, o piso da categoria não é cumprido e quando recorremos ao CREA-PR, somos informados que “não faz parte das atribuições do CREA-PR este tipo de fiscalização, cabendo ao ministério do trabalho tal função”.

    1. Crea-PR disse:

      Olá Rodrigo. Tudo bem?

      Existe muita confusão sobre o que cabe ou não o Crea fiscalizar. Vamos tentar sanar essa sua dúvida.

      Primeiro informamos que os profissionais do Sistema Confea/Crea possuem a lei federal 4.950-A/1966 (lei do salário mínimo profissional) que define a remuneração para quem desempenha função técnica, você provavelmente a conhece, certo?

      Essa Lei não tem aplicação aos servidores públicos, porque o Senado impediu isso quando emitiu a Resolução nº 12/1971. Como consequência, não podemos autuar quando o salário de admissão de um engenheiro/agrônomo não respeita tal normativo. Nossa atuação mediante casos como esse é a emissão de um ofício ao Município em questão, alertando para o respeito ao que determina lei federal 4.950-A/1966 em relação aos profissionais servidores do seu quadro técnico, indistintamente.

      No que diz respeito às empresas privadas, o Crea só pode autuá-las se acaso não tiverem pago o primeiro salário do profissional compatível ao piso da época, ou seja, o salário de ingresso. Temos até 5 anos para realizar essa fiscalização retroativa. É importante frisar que o Crea não tem poder legal para exigir que a empresa pague o salário atual do profissional.

      Por exemplo: em uma fiscalização realizada hoje (2022), caso o profissional tenha ingressado lá em 2018, e não tenha recebido o piso da época, nós podemos enviar um ofício a empresa pelo não pagamento do Salário Mínimo Profissional e verificamos se isso foi regularizado. Caso não tenha sido regularizado, nós autuamos a empresa e a multamos.

      Nas situações mencionadas acima, somente em 2021 nós realizamos 4682 verificações, gerando 16 autuações.

      Para aumentarmos esse número é preciso que todo o profissional que se deparar com situações lamentáveis e inconcebíveis como essa, denuncie por meio de registro no nosso site (https://bit.ly/DenúnciaCreaPR) e aplicativo (https://bit.ly/AppGoogleDenúncia).

      Com relação aos analistas, estamos cientes dessa questão e informamos que realizamos fiscalizações no quadro técnico das empresas, encontrando poucas irregularidades. Pedimos que, caso encontre alguma, por favor realize a denúncia através de nossos canais.

      Esperamos ter ajudado. Infelizmente em algumas situações o Conselho fica de mãos atadas, Rodrigo.

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