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Engenharia Florestal: a busca pelo equilíbrio entre o homem e a natureza

Sempre ligados à gestão ambiental e produção sustentável nas propriedades rurais, cidades e áreas naturais, estes profissionais são responsáveis por demonstrar à sociedade a importância das árvores e seus ecossistemas associados. Essas são algumas das atribuições dos quase 2 mil Engenheiros e Engenheiras Florestais do Paraná, que são homenageados nesta terça-feira (12 de julho, dia do Engenheiro Florestal). 

A profissão é uma das fiscalizadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), que verifica se as obras/serviços relacionados à profissão são acompanhados por um profissional responsável e se há o respectivo registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

O mercado de atuação do Engenheiro Florestal é amplo, com a possibilidade de trabalhar em diversas áreas, como topografia e georreferenciamento, licenciamentos ambientais, assistência técnica em perícias judiciais rurais, florestais e ambientais, arborização urbana e paisagismo, recuperação de áreas degradadas, produção de mudas e melhoramento genético de espécies vegetais, silvicultura e manejo florestal, tecnologia e produtos diversos com origem florestal. Além disso, a produção de produtos madeireiros e não madeireiros é ponto forte em empresas e propriedades rurais.

Assista ao especial “Orgulho da Profissão” do Confea.

O Paraná, por concentrar um volume expressivo de empresas do setor de celulose e madeira reflorestada, tem ambiente favorável para os profissionais, os quais atuam em todas as etapas do processo de produção, desde a semente até o produto final. Outro fator positivo é a quantidade de pequenas propriedades rurais, o que amplia as possibilidades de prestação de serviços, seja diretamente na área florestal ou nas áreas de atribuições mais abrangentes, como topografia e licenciamento ambiental.

Assim como as demais profissões existentes, a Engenharia Florestal também foi impactada positivamente pela tecnologia e inovação. O uso de imagens aéreas agilizou o planejamento e a execução dos serviços de campo, gerando economia de tempo de trabalho e mais precisão nos laudos e projetos.

Além disso, o uso de drones possibilitou o mapeamento em tempo real e atual das propriedades. Outros avanços estão relacionados ao número de universidades que oferecem o curso no país, atualmente mais de 70, e instituições de pesquisa como a Embrapa e entidades estaduais, que contribuem com pesquisas e desenvolvimento permanente de tecnologias na área(Acesse o canal da G4 Drone e confira alguns exemplos do uso de drones da Engenharia Florestal).

E os avanços tecnológicos não param por aí, tecnologias como a nanocelulose, a previsão de quedas de árvores mesmo antes dela cair, com uso de equipamentos como os tomógrafos, preservando a saúde das mesmas e evitando danos a infraestruturas urbanas e a vida humana, a integração da floresta ao meio urbano, a madeira engenheirada para a construção civil, os processos de medições de florestas como tecnologias como Lidar e Laser Scanner, entre outras, são exemplos bem atuais.

A profissão, voltada para quem gosta de ir a campo, mas que também atua em laboratórios e escritórios, tem desafios, principalmente os que estão relacionados à adequação das necessidades das propriedades rurais e cidades frente à legislação ambiental e a preparação dos ecossistemas do planeta frente aos desafios das mudanças climáticas.

Mas foram as histórias sobre o manejo florestal sustentável na Amazônia que influenciaram Roberto Luiz Reginatto de Wallau a cursar Engenharia Florestal, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), 2002. “Em 1999, eu morava em Manaus, e conheci um Engenheiro Florestal que era amigo do meu pai. Fiquei fascinado pelas histórias que ele contava”, relembra.

O profissional escolheu Francisco Beltrão, na região sudoeste do Paraná, para exercer a profissão e conta que, na sua área de atuação, o mercado da área florestal tem maior foco em inventários florestais para requerimentos de autorização florestal junto ao Instituto Água e Terra do Paraná (IAT).

“Desde 2009 tenho um escritório, com outros sócios, e prestamos serviços nas áreas de agronomia, geologia, ambiental e florestal. O relacionamento com o cliente é muito importante para entender suas necessidades e explicar o que pode ou não ser feito devido à legislação ambiental”, comenta.

Para ele, o mercado da engenharia florestal é amplo e diverso, com oportunidades também para os recém-formados, que podem atuar como profissional autônomo ou em empresas da área. “Não é uma profissão para ficar só no escritório”, pontua.

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Carreira na Engenharia Florestal

O ensino florestal de nível superior teve início na Alemanha, na Academia Florestal de Tharandt, em 1911. No Brasil, o primeiro curso de Engenharia Florestal foi criado em Viçosa (atual UFV) em 1960, sendo posteriormente transferido para Curitiba (UFPR) e criado novo curso na UFV logo em seguida. O país foi o sexto país da América Latina a criar a carreira florestal. Atualmente, há cerca de 73 cursos de graduação em Engenharia Florestal em atividade no Brasil, além de diversos cursos de pós graduação na área, desde especializações até doutorado.

Valorização profissional

O texto que acabou de ler faz parte de uma ação de valorização profissional que o Crea-PR começou no início de 2022. Acesse nossa área dedicada ao aniversário de nossas profissões e confira mais matérias como esta.

Caso tenha interesse em mais informações sobre a Engenharia Florestal acesse o podcast da Florestal Brasil, o FloresCast.

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4 comentários em “Engenharia Florestal: a busca pelo equilíbrio entre o homem e a natureza

  1. vicente constantino vieira neto disse:

    Tenho muito amor pela minha profissão. Se tivesse que escolher novamente cursar uma Universidade eu sem duvida escolheria essa fantástica profissão.

    1. Crea-PR disse:

      Que bacana, Vicente!

  2. Laércio Pereira de Oliveira disse:

    Mais do que um prazer, é um privilégio atuar nesta profissão, pelas razões apontadas na matéria acima. Destaco aqui a importância de sermos melhor representados nas decisões referentes ao Setor Florestal, em nível nacional, que muitas vezes são tomadas sem a participação efetiva de especialistas. Precisamos reverter isso.

    1. Crea-PR disse:

      Exatamente, Laércio. Mudaremos isso com toda certeza! Agradecemos seu comentário.

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