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Engenheiro Sanitarista, essenciais na preservação do meio ambiente

Ele trabalha em diversas frentes voltadas para o saneamento e preservação do meio ambiente. Faz projetos que englobam diversos processos, que vão desde a coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos até sistemas mais complexos que englobam o abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais urbanas. É capacitado, ainda, para funções que abrangem o controle sanitário do ambiente e da poluição ambiental. Estamos falando da profissão de Nicolau Leopoldo Obladen, Engenheiro Sanitarista. “Formei-me em Engenharia Civil em 1961 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio da qual também me aposentei depois de 25 anos lecionando. Pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), permaneci por 30 anos transmitindo conhecimentos para estudantes dos cursos de engenharia civil e ambiental”, conta.

Obladen é um dos 108 engenheiros sanitaristas registrados junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Eles e outras centenas de profissionais espalhados pelo Brasil celebram, neste dia 13/07, o Dia do Engenheiro Sanitarista nesta quarta-feira, 13 de julho. “Antigamente, essa era uma especialização da Engenharia Civil. No meu caso, por exemplo, fiz uma pós-graduação na área. Mas com as novas especificações e orientações do Ministério da Educação, os cursos de Engenharia Ambiental foram assumindo essas funções”, explica o professor aposentado.

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Os primeiros cursos de Engenharia Sanitária surgiram na década de 1970 no Brasil, mediante a urgência de investimentos em redes de saneamento, água e esgoto, identificada pelos órgãos públicos. Nos anos de 1990, a academia começou a reformular as grades curriculares e, surgia, então, o curso de Engenharia Ambiental. A Universidade Federal de Tocantins foi a primeira a fazer a oferta no Brasil. Na época, era chamada de Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). Obladen foi um dos fundadores do curso de Engenharia Ambiental na PUC-PR. “Em algumas universidades, existia o curso de Engenharia Sanitária, que começou a ser absorvido pela Engenharia Ambiental, principalmente, nos últimos dez anos”, relembra.

Os conhecimentos de Nicolau foram colocados em prática por uma década no antigo Serviço Especial de Saúde Pública (SESP) do Ministério da Saúde, atual Fundação Nacional de Saúde (Funasa). “Comecei meu trabalho em Pernambuco e coordenei a regional de Palmares. Por lá, era responsável por construção e operação de sistemas de abastecimento de água em vários municípios. Também atuei em Alagoas e fiquei nessa região por dois anos. O curso de Engenharia Sanitária veio em seguida, pela Universidade de São Paulo (USP), através de um curso entre o governo brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde”, revela. Após a conclusão da especialização, o engenheiro teve passagens por Florianópolis, Ponta Grossa e Curitiba. “Hoje, administro o meu escritório, fundado em 2012. A empresa de consultoria tem uma equipe séria e dedicada de profissionais da área”, garante.

Para ele, o principal desafio para o Engenheiro Sanitarista e outras titulações que trabalham com gestão e projetos relacionados ao controle de danos ambientais e saneamento é fazer cumprir as leis, resoluções e decretos que regem os serviços. Além disso, faltam investimentos dos órgãos públicos para a correta e necessária expansão. “Temos diversas leis em vigor, mas o grande problema é a implementação e consolidação das mesmas nos municípios, principalmente, naqueles localizados no Norte e Nordeste do país e com poucos habitantes. Faltam recursos nessa área. Percebo que demandas de outros setores como saúde e educação acabam superando as necessidades da área ambiental. Nem sempre sobra recurso ou existe apoio financeiro”, analisa.

O Crea-PR parabeniza os Engenheiros Sanitaristas pelo seu dia e reafirma o compromisso de seguir valorizando a profissão e combatendo o exercício ilegal.

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Valorização profissional

O texto que acabou de ler faz parte de uma ação de valorização profissional que o Crea-PR começou no início de 2022. Acesse nossa área dedicada ao aniversário de nossas profissões e confira mais matérias como esta.

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