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Egresso da UEM é destaque como pesquisador nos EUA

Publicado em 13 de março de 2023

Renato Herrig Furlanetto é aluno egresso e de intercâmbio do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), engenheiro agrônomo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Pesquisa e Educação da Costa do Golfo IFAS da Universidade da Flórida (GCREC), nos Estados Unidos. Ele é destaque como o pesquisador do mês de março na instituição, clique aqui.

Formação

Furlanetto é natural de Maringá, iniciou sua graduação em 2010 no curso de Agronomia da UEM, durante esse período, iniciou a pesquisa para aprender sobre experimentação científica e como trabalhar em uma equipe de laboratório. Desse modo formou a base para sua pesquisa de graduação em fitopatologia com foco em soja, feijão e milho. Em seu último ano na instituição, ele começou a aprender mais sobre tecnologia. Isso o instigou a realizar vários projetos, como a construção de uma impressora 3D e uma máquina CNC, com a qual desenhava peças para reparar veículos.

Em 2016, o engenheiro começou a trabalhar em seu mestrado e eventualmente em 2018 em seu doutorado em sensoriamento remoto em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Sua pesquisa concentrou-se na visão de máquina para identificar a deficiência de potássio do milho usando RGB e câmeras infravermelhas em drones e no solo.

No final de seu doutorado, ele estudou o uso de visão computacional usando redes neurais com imagens de plantas de soja como entradas para fazer previsões sobre deficiência de potássio.

Reconhecendo o potencial futuro, Furlanetto buscou utilizar sua experiência em pesquisa em aplicações de agricultura inteligente. Ele chegou ao GCREC em setembro de 2022, para trabalhar com o professor Nathan Boyd, no laboratório de ciências da erva. Seu projeto de pesquisa atual se concentra no treinamento de diferentes algoritmos de aprendizado profundo para identificar espécies de ervas daninhas em morangos, tomates, pimentões, entre outros. Ele tirou pelo menos 1.000 fotos de cada espécie de erva daninha para treinar modelos de identificação e pretende incorporar em um controle de pulverização para aplicar o herbicida exatamente onde ela está localizada. Com esta ferramenta, os agricultores poderão usar as câmeras de seus smartphones para identificar e localizar as espécies em seus campos. Isso ajudará a aumentar a eficiência da aplicação de herbicida e minimizar os custos associados à compra.

Enquanto sua autorização de trabalho dura quatro anos, Renato Furlanetto tem a oportunidade de renová-la a cada ano ou até que todo o seu trabalho seja feito no laboratório. Ele considerou retornar ao Brasil depois de terminar, para continuar com outro cargo de pós-doutorado ou um trabalho na indústria. Também pensa em ficar nos EUA para trabalhar na academia ou na indústria.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da UEM

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