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ENGENHARIA BRA NO CENTRO DA GOVERNANÇA CLIMÁTICA

Publicado em 5 de fevereiro de 2026

Manifesto apresentado na COP30 reforça o papel técnico das Engenharias, da Agronomia e das Geociências como base para soluções concretas diante da crise climática

A realização da COP30, em Belém do Pará, consolidou-se como um marco para o debate climático global e, de forma particular, para o protagonismo técnico do Brasil nesse cenário. Mais do que sediar a principal conferência mundial sobre mudanças do clima, o país apresentou à comunidade internacional uma contribuição estruturada, qualificada e com forte base científica: o Manifesto das Engenharias, Agronomia e Geociências para a Governança Climática.

Elaborado a partir de um amplo processo de escuta nacional — que envolveu profissionais, instituições, universidades e entidades representativas de todas as regiões do país —, o documento expressa uma construção coletiva inédita no campo técnico-científico brasileiro. O manifesto foi entregue ao presidente da conferência, André Lago, e posiciona a Engenharia brasileira como elemento estruturante das soluções climáticas, ao reunir propostas objetivas voltadas à mitigação e à adaptação às mudanças do clima.

As diretrizes apresentadas abrangem temas estratégicos como saneamento ambiental, energia sustentável, mobilidade, uso e ordenamento do território e fortalecimento da resiliência climática. Ao fazê-lo, o documento reafirma uma premissa central defendida pelo movimento: não há transição climática efetiva sem planejamento técnico, responsabilidade profissional e base científica sólida.

“Foi um exercício de democracia participativa aplicado à ciência e à técnica. Esse material fortaleceu nossas propostas e conferiu legitimidade ao manifesto apresentado”, destaca a presidente do CREA-PA, Adriana Falconeri.

Esse protagonismo técnico também se refletiu na presença institucional do Sistema Confea/Crea e Mútua ao longo da COP30. A participação incluiu estande próprio, envolvimento em painéis técnicos, debates temáticos e articulações com delegações nacionais e internacionais, ampliando o diálogo entre o conhecimento técnico brasileiro e os espaços decisórios da conferência.

“Ao participar ativamente da COP30, mostramos que os profissionais do Sistema Confea/Crea estão preparados para colaborar com soluções reais e factíveis, tanto para reduzir emissões quanto para ampliar a capacidade de adaptação do Brasil às mudanças do clima”, ressalta o presidente do CREA-PR, engenheiro agrônomo Clodomir Ascari.

Na avaliação da presidente do CREA-PA, a atuação do Sistema durante a conferência representou um momento histórico para a Engenharia brasileira, especialmente para os profissionais da região amazônica.

“A participação do Sistema Confea/Crea e Mútua na COP30 foi histórica e extremamente positiva. Conseguimos inserir a engenharia brasileira — e, em especial, a engenharia da Amazônia — no centro das discussões sobre clima, sustentabilidade e desenvolvimento. Mostramos que não existe transição climática sem planejamento, técnica e responsabilidade profissional”, afirma Adriana Falconeri.

Segundo ela, o Movimento das Engenharias, Agronomia e Geociências para a COP30 nasceu da compreensão de que a ausência dessas áreas nas decisões climáticas compromete a efetividade das soluções propostas.“Mobilizamos profissionais de todo o Brasil para construir uma agenda técnica, colaborativa e democrática. O objetivo foi apresentar uma visão concreta do que nossas áreas podem oferecer em infraestrutura resiliente, segurança hídrica e alimentar, transição energética, prevenção de desastres e gestão do território”, explica.

Essa visão integrada reforça o papel estratégico dessas profissões ao longo de todo o ciclo da resposta climática — da prevenção à adaptação. Para Adriana Falconeri, Engenharia, Agronomia e Geociências atuam de forma complementar e indissociável diante dos desafios impostos pela crise climática. “A engenharia projeta cidades mais seguras, sistemas de saneamento, energia limpa e obras resilientes. A agronomia assegura produção sustentável e segurança alimentar. As geociências monitoram riscos e contribuem para evitar tragédias. Sem essas profissões, ficamos restritos ao discurso; com elas, transformamos a teoria em soluções reais”, resume.

Ao final da COP30, a avaliação institucional é clara: a participação qualificada do Sistema Confea/Crea fortaleceu seu papel no cenário internacional, valorizou o conhecimento técnico brasileiro e consolidou a Engenharia como protagonista indispensável na construção de uma governança climática eficaz, responsável e orientada para resultados concretos.


O que é a COP30?

A COP 30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025. O evento reúne governos, cientistas, organizações internacionais, setor produtivo e sociedade civil para discutir e negociar ações globais de enfrentamento à crise climática. A edição brasileira destacou a Amazônia no centro do debate e ampliou o espaço para soluções técnicas voltadas à mitigação, à adaptação e ao desenvolvimento sustentável.


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