×

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO FORTALECE GOVERNANÇA…

Publicado em 25 de maio de 2026

COM MAIS DE DUAS DÉCADAS DE EVOLUÇÃO METODOLÓGICA, CONSELHO CONSOLIDA CULTURA DE GESTÃO ORIENTADA POR RESULTADOS E DEFINE METAS ALINHADAS ÀS DEMANDAS DA SOCIEDADE, DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E DA SUSTENTABILIDADE.

Imagem Ilustrativa

O planejamento estratégico se consolidou como um dos principais instrumentos de gestão do Conselho Regional de Engenharia
e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Mais do que um documento formal, ele funciona como um guia para orientar decisões, organizar prioridades institucionais e garantir que a atuação do Conselho esteja alinhada às demandas dos profissionais e
da sociedade.
A cultura de planejamento no Crea-PR começou a se estruturar no início dos anos 2000 e, desde então, passou por diferentes
etapas de amadurecimento metodológico.

Segundo o superintendente do Conselho, engenheiro agrônomo Celso Roberto Ritter, os primeiros ciclos de planejamento foram
implementados entre 2003 e 2005, quando o Conselho passou a estruturar sua gestão a partir de diretrizes estratégicas.


“Esse processo evoluiu à medida que a metodologia foi sendo praticada. Ela foi ganhando corpo, consistência e maturidade
dentro da organização”, explica.


Um marco importante ocorreu em 2009, quando o Crea-PR alinhou seu sistema de gestão às diretrizes da certificação de qualidade baseada na norma ISO. A integração entre os processos de qualidade e o planejamento estratégico permitiu fortalecer o
controle das ações institucionais e ampliar
a eficiência administrativa.

Outra transformação relevante ocorreu a partir de 2017, com a adoção do método Balanced Scorecard (BSC), uma das metodologias de gestão estratégica mais utilizadas no mundo. A ferramenta passou a orientar a definição de metas e indicadores em diferentes dimensões da atuação institucional.

“O grande benefício do BSC é que ele permite equilibrar o planejamento da organização em várias dimensões: as necessidades
das partes interessadas, a sustentabilidade socioambiental, os processos administrativos internos e o desenvolvimento das pessoas e parcerias”, afirma Ritter.

Esse modelo permite que o Conselho organize suas ações de forma integrada, garantindo que cada meta esteja relacionada
a objetivos estratégicos mais amplos.

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

Um dos diferenciais do planejamento estratégico do Crea-PR é o processo participativo utilizado para construir as diretrizes institucionais. A elaboração envolve conselheiros, câmaras especializadas, funcionários, entidades de classe, instituições de ensino e representantes da sociedade.

De acordo com Ritter, o processo começa com uma ampla análise de cenários, que considera fatores internos e externos à organização.

“Nós ouvimos mais de mil pessoas entre profissionais, lideranças locais, gestores públicos, entidades e colaboradores do Conselho. A partir dessa escuta, identificamos o que o Crea-PR faz bem, o que precisa melhorar, o que deveria começar a fazer e aquilo que deve deixar de fazer”, explica.

Essas informações alimentam ferramentas de análise estratégica, como a matriz SWOT, que avalia forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. A partir desse diagnóstico, são definidos os objetivos estratégicos para um ciclo de três
anos, alinhado à gestão da presidência.
Na sequência, esses objetivos são desdobrados em iniciativas anuais, que se transformam em projetos, metas e indicadores
acompanhados ao longo do período

CULTURA DE GESTÃO POR RESULTADOS

Imagem Ilustrativa

Para o gerente de Relações Institucionais do Crea-PR, engenheiro de produção e administrador Claudemir Marcos Prattes,
a evolução do planejamento estratégico permitiu consolidar uma cultura institucional voltada à gestão por resultados.
Segundo ele, o modelo atual garante maior clareza na definição das prioridades e no acompanhamento das ações.

“O planejamento deixou de ser apenas uma diretriz formal e passou a ser uma ferramenta efetiva de gestão. Hoje trabalhamos com indicadores mensuráveis e monitoramento sistemático dos resultados”, afirma

Esse acompanhamento permanente também fortalece a governança internae a transparência institucional. Ao final de
2025, cerca de 76% das ações estratégicas previstas para o ciclo 2024-2026 já haviam sido cumpridas.

“O dado demonstra o comprometimento do Conselho com a execução das metas e com a entrega de resultados concretos”,
destaca Prattes.

METAS E PROGRAMAS ESTRATÉGICOS

Entre as prioridades definidas para 2026 estão iniciativas voltadas ao fortalecimento da presença institucional do Crea-PR e ao desenvolvimento de programas estratégicos.
Entre elas estão a ampliação do Programa de Cidades Inteligentes, o incentivo ao registro profissional com base nas novas resoluções do Confea e o fortalecimento da agenda BIM no Paraná.

Outro destaque é a elaboração do Estudo Básico de Desenvolvimento Estadual (EBDE), documento que reunirá propostas
técnicas para orientar políticas públicas e decisões de gestores.

“O EBDE será construído a partir de mais de duzentas propostas elaboradas no Congresso Estadual de Profissionais e também com base em estudos municipais e publicações técnicas produzidas nos últimos anos”, explica Prattes.

O material será disponibilizado a candidatos e gestores públicos, com o objetivo de contribuir para o planejamento do
desenvolvimento estadual. Entre as novidades também está a criação do Prêmio Crea-PR de Inovação e Boas Práticas nos Municípios, iniciativa que busca reconhecer projetos inovadores desenvolvidos por profissionais das áreas tecnológicas
na gestão pública municipal.

Outro destaque é o Programa Mais Engenharia, considerado um dos principais resultados do Planejamento Estratégico
2024–2026 e possivelmente o maior projeto estruturante do período. A iniciativa tem como foco o apoio direto às gestões públicas e a geração de benefícios concretos para a sociedade, por meio do fortalecimento da atuação técnica na administração municipal.

O programa é fruto de uma parceria entre o Crea-PR, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Itaipu Binacional/
Governo Federal, consolidando-se como uma ação estratégica voltada ao fortalecimento da formação acadêmica, à valorização profissional e ao desenvolvimento das cidades e da engenharia nacional.

DESAFIOS E TENDÊNCIAS

O planejamento estratégico do atual ciclo também incorporou tendências que impactam diretamente a atuação das organizações públicas e da engenharia. Entre elas estão as questões relacionadas à sustentabilidade socioambiental e ao uso de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e automação de processos.

Imagem Ilustrativa

Segundo Ritter, esses temas passaram a ocupar papel central nas diretrizes institucionais. “A sustentabilidade socioambiental e o uso da inteligência artificial são realidades que precisam ser consideradas no planejamento das organizações. O desafio é utilizar
essas ferramentas para melhorar processos, aumentar a produtividade e tornar o atendimento à sociedade mais ágil e eficiente”, afirma.

Além de orientar a gestão interna, o planejamento estratégico também influencia diretamente a atuação do Conselho na valorização das profissões regulamentadas e na proteção da sociedade.

Isso ocorre, por exemplo, por meio da fiscalização do exercício profissional, do estímulo à atuação ética e da promoção de soluções técnicas para os desafios do desenvolvimento regional.

Para Ritter, o planejamento estratégico permite antecipar cenários e preparar a instituição para o futuro.

“A grande importância do planejamento é que ele permite antever o que pode acontecer nos próximos anos e preparar a organização para esses desafios”, afirma.

Ao final de cada ciclo, o objetivo é deixar uma instituição mais preparada para cumprir sua missão institucional.

“Todo planejamento busca deixar uma organização mais sólida e mais eficiente. O grande legado é sempre entregar um CreaPR melhor ao final de cada ciclo”, conclui.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2025-2026

ACESSE AQUI A VISÃO GERAL DE ITENS DE CONTROLE E METAS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CREA-PR

Deixe seu comentário

Deixe aqui seu e-mail para receber as novidades