Bons ventos no RenovarPR

Até o final deste ano terá início uma avaliação e testes para uso de microturbinas para geração de energia eólica nas propriedades rurais como mais uma opção de fonte renovável para integrar o Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), iniciativa do Governo do Paraná, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater (IDR-Paraná).
A ideia, segundo ele, é aproveitar os ventos de baixa altitude. “Não pensamos em autossuficiência na propriedade com a energia eólica. A ideia seria uma soma, um complemento a outras alternativas já utilizadas. Seria um aumento na produção aproveitando o vento que passa”, explica Almeida.

“Vamos instalar uma microturbina de 23 metros de altura, com tecnologia 100% paranaense, no prédio do IDR para avaliar e testar a viabilidade de incluir este equipamento nas opções disponíveis no programa” – Eng. Agr. Herlon Goezler de Almeida, coordenador do RenovaPR.
GERADOR

O equipamento é da empresa Hotek Win e tem 23 metros de altura, menor do que os equipamentos de geração de energia eólica considerados médios, que tem entre 25 e 50 metros de altura. Ao invés das pás é utilizada a tecnologia de duto aerodinâmico e tem baixo valor de implantação, proporcionando rápido retorno do investimento, entre 24 e 36 meses, e a energia excedente pode ser revertida em crédito de energia junto à concessionária.
Com a moldura circular, o gerador tem uma aerodinâmica que zera o ruído das hélices. No solo, a instalação precisa de uma área equivalente ao espaço utilizado por um automóvel de passeio.
O equipamento chegou a ser exposto durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, em 2022, mas as negociações tiveram uma pausa e foram retomadas recentemente. “Nossa expectativa é que os testes viabilizem ter um equipamento destes produzido no Paraná em um futuro breve nas propriedades rurais. Teríamos, inclusive, uma nova empresa no Paraná com um equipamento que pode ser referência para o Brasil e que pode ter um grande mercado”, informa o coordenador do RenovaPR.
ENERGIA EÓLICA: EM FRANCA EXPANSÃO
A ENERGIA EÓLICA TEM CRESCIDO EXPONENCIALMENTE NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS E REPRESENTA QUASE 14% DA MATRIZ ELÉTRICA BRASILEIRA
A energia eólica tem crescido exponencialmente nos últimos dez anos no Brasil. Atualmente são 27,4 GW de capacidade instalada, o que representa quase 14% da matriz elétrica. “E a expectativa é que permaneça crescendo 4GW por ano. Considerando a chegada da eólica offshore e a necessidade global de diversificar a matriz energética e investir em uma economia de baixo carbono, esse crescimento deve se manter por muitos anos”, estima a Economista Elbia Gannoum, presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica). Segundo ela, os investimentos virão das empresas tradicionais e também das empresas do setor de óleo e gás, focando na transição energética e investindo principalmente em eólicas offshore. “Vamos ter uma aceleração de investimentos no setor e isso traz uma perspectiva ainda maior nos próximos anos. E é crucial que assim seja, porque, por melhor que sejam nossos números, se quisermos chegar à meta de netzero (neutralidade de carbono) até 2050 precisamos, globalmente, praticamente quadruplicar a velocidade de instalação de eólicas, tanto onshore quanto offshore”, informa. De maneira simplificada as eólicas onshore são as instaladas em terra e as offshore são ins- taladas em alto mar.
Entre os desafios para a expansão, Elbia ressalta que há necessidade de mais disponibilidade dos sistemas de transmissão para conexão das novas usinas e a busca por mais competitividade para a cadeia produtiva, além da necessidade de uma política industrial verde para o Brasil.
E ela observa que o futuro da energia renovável é a diversificação da matriz energética. “Os investimentos em eólica offshore, hidrogênio verde e armazenamento de energia – são tendências, as chamadas novas tecnologias. Além disso, no Brasil tem crescido os investimentos em energia solar, biogás e ainda em parques híbridos -que unem mais de uma fonte renovável”, conta.
PARANÁ TEM USINA EÓLICA EM PALMAS

A USINA EÓLICA DE PALMAS, DA COPEL, TEM UMA POTÊNCIA INSTALADA DE 2,5 MW. A USINA FOI CONSTRUÍDA NA DÉCADA DE 90 E TEVE COMO DESTAQUE A MONTAGEM DOS AERO GERADORES EM TEMPO RECORDE DE UMA SEMANA. ENTROU EM OPERAÇÃO NO INÍCIO DE 1999, SENDO A PRIMEIRA CENTRAL EÓLICA DO SUL DO BRASIL.
A USINA TEM CINCO AERO GERADORES DE 500 KW CADA. A IDENTIFICAÇÃO DO GRANDE POTENCIAL EÓLICO DA REGIÃO DE PALMAS FOI REALIZADA POR MEDIÇÕES FEITAS PELO PROJETO VENTAR EM 1995.
(COM INFORMAÇÕES DA COPEL)
NÚMEROS DA EXPANSÃO
O Brasil ultrapassou a marca de 190 gigawatts (GW) de capacidade instalada centralizada na matriz elétrica para uso de toda a população conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN);
83,44% da geração de energia do país é considerada renovável, sendo 24,92 GW (13,12%) de usinas eólicas;
Expansão de 2,04 GW foi registrada no primeiro bimestre de 2023 com crescimento de 753,8 megawatts (MW) na matriz apenas em fevereiro. A geração eólica respondia sozinha, até 28/2, por 1,14 GW acrescido à capacidade de geração este ano;
Expansão total no Brasil em 2023 – 2.038,1 MW, sendo 16MW no Paraná
26 usinas entraram em operação comercial em fevereiro. Destas, 14 eólicas (274 MW)
Total instalado nas usinas do Brasil – 189.953,5 MW, sendo 13,13% eólicas em operação, 14,95% eólicas com cons- trução não iniciada e 31,48 % eólicas em construção
BENEFÍCIOS DA ENERGIA EÓLICA

>> CADA R$ 1,00 INVESTIDO EM EÓLICAS TEM IMPACTO DE R$ 2,9 NO PIB;
>> É RENOVÁVEL, NÃO POLUI, CONTRIBUI PARA QUE O BRASIL CUMPRA SEUS OBJETIVOS NO ACORDO DO CLIMA;
>> PERMITE QUE O PROPRIETÁRIO DA TERRA SIGA COM PLANTAÇÕES OU CRIAÇÃO DE ANIMAIS;
>> PODE GERAR RENDA E MELHORIA DE VIDA PARA PROPRIETÁRIOS DE TERRA COM ARRENDAMENTO PARA COLOCAÇÃO DAS TORRES;
>> IMPACTA POSITIVAMENTE NA ECONOMIA LOCAL AUMENTANDO O PIB E O IDH MUNICIPAL EM CERCA DE 25%;
>> GERA CERCA DE 11 POSTOS DE TRABALHO POR MW INSTALADO.
(Fonte: ABEEólica)
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