Incentivo ao jovem profissional
Projeto de Residência Técnica do Crea-PR prevê agregar experiência aos novos profissionais das áreas tecnológicas e beneficiar municípios

Um programa de Residência Técnica capitaneado pelo Crea-PR. Esta é mais uma iniciativa prevista no Planejamento Estratégico e que prevê a implantação até o final do próximo ano em parceria com o Governo do Estado, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Itaipu e outras instituições que serão convidadas a fazer parte do programa.
“A inspiração veio do Programa de Residência Técnica (Restec) do Governo do Paraná, que é coordenado pela Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio da Coordenadoria de Ensino Superior (CES), e desenvolvido em parceria com as Universidades Estaduais do Paraná e os órgãos e autarquias da Administração Direta”, explica o gerente do Departamento de Relações Institucionais do Crea-PR (DRI), Claudemir Prattes.
“É um programa em que todos ganham. O recém-formado tem possibilidade de aplicar seus conhecimentos na prática e seguir estudando. O órgão público ou empresa que o receber irá se beneficiar dos serviços. O município de menor porte retém esse talento e o Crea ganha com a valorização deste profissional. Em última instância, ganha toda a sociedade com um profissional mais bem preparado e que vai desempenhar suas funções de forma ética e responsável”, explica Prattes. Segundo ele, a ideia é abranger várias áreas das Engenharias, Agronomia e Geociências.
O assessor parlamentar do Crea-PR, Engenheiro Civil Euclesio Manoel Finatti, ressalta que o programa poderá trazer muitas vantagens aos pequenos municípios que “costumam ser os que mais carecem de profissionais em seus quadros públicos e que mais têm necessidade de bons projetos para ter acesso a recursos disponíveis e para entregar as obras necessárias. As empresas privadas também se beneficiarão porque muitas vezes precisam ‘importar’ mão-de-obra qualificada”, completa.
Formatação
“A ideia deste programa foi amplamente debatida na Comissão de Educação e Atribuição Profissional do Crea-PR (Ceap)”, informa o Engenheiro Civil Carlos Emmanuel Ribeiro Lautenschläger, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Segundo ele, que também é conselheiro do Crea-PR, foram estudados pontos da Lei n.º 20.086 de 18/12/2019, que institui a Residência Técnica no Paraná. “Foi avaliado se os residentes podem atuar também em empresas privadas e a questão da responsabilidade técnica e, com base neste estudo, está sendo formatada a proposta do programa do Conselho”, explica.

Ele conta que os participantes serão supervisionados por profissionais mais experientes e está sendo avaliada uma forma de poderem assinar Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) como coparticipantes ou algo semelhante, para que isso se some na Certidão de Acervo Técnico (CAT) do profissional recém-formado.
“Seria uma iniciativa excelente que pode ser viabilizada com diversas parcerias de instituições privadas e públicas, e trará para as empresas e órgãos públicos uma visão da importância e da contribuição que os egressos das áreas tecnológicas podem oferecer, mesmo recém-formados”, diz a Engenheira Civil Ligia Eleodora Francovig Rachid, professora do Centro Universitário Assis Gurgacz e conselheira do Crea-PR.
Ela, que também é coordenadora da Ceap desde 2021, ressalta a importância da iniciativa para o recém-formado. “Este estudante já carrega uma bagagem profissional e uma especialização depois de dois anos. Entraria ainda mais preparado e valorizado no mercado de trabalho”, conclui.
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