×

Busca conjunta de solução para drenagem

Publicado em 12 de dezembro de 2023

Crea-PR e Entidades de Classe participam de comissão para revisão de Norma sobre área permeável em Maringá

Parque Gralha Azul Maringá

Um eficiente sistema de drenagem urbana é essencial para dar vazão às águas superficiais de uma área e conduzi-la a um local adequado para evitar inundações, deslocamento de sedimentos e erosão, que podem afetar as cidades trazendo custos ambientais, sociais, econômicos e de saúde. 

Em Maringá, as chuvas nos últimos meses têm causado transtornos e vários pontos de alagamento são noticiados sempre que o volume é um pouco maior, como, por exemplo, nas avenidas Colombo e Kakogawa. Pensando em estudar alternativas e elaborar propostas para a melhoria e maior eficiência dos sistemas e dispositivos de drenagem na cidade, uma Comissão Multidisciplinar formada por membros da Prefeitura de Maringá, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM) e servidores do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) vêm realizando a revisão da Norma Regulamentadora Municipal E-10002, que dispõe sobre a “Área permeável e dispositivos de captação, retenção, infiltração e percolação de águas pluviais”.

“Estamos realizando estudos sobre soluções que possam agregar, gerando menos impacto ao meio ambiente, sendo mais eficientes e sustentáveis, além de serem baseadas na natureza”, exemplifica a Arquiteta Carla Oliveira Moreschi, do IPPLAM. 

O trabalho teve início em outubro do ano passado e segue em andamento. Na primeira etapa, a Norma foi debatida sob o aspecto dos pequenos lotes; na segunda, grandes empreendimentos; na terceira, que está em andamento, loteamentos. Segundo Carla, a expectativa é que até o fim do ano a Minuta de Lei esteja pronta. 

Imagem meramente ilustrativa

A Comissão tem solicitado a participação de diversas Entidades a fim de receber sugestões para a melhoria da Legislação. Uma delas é o Crea-PR, que já participou de algumas reuniões na Prefeitura e recebeu membros da Comissão em novembro para esclarecimentos e apresentação de sugestões e soluções de drenagem para lotes de grandes empreendimentos. 

Cidade de Maringá

Representando o Crea-PR na Comissão, por meio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), Silvio Rodrigues da Silva propõe que seja criado um Plano de Desenvolvimento e Drenagem, levando em consideração soluções a longo prazo e de maneira macro. “Estudos que possam contemplar modelagem hidráulica e hidrológica, zonas de inundação e cotas, reservatórios, canalizações, entre outros. Que a Prefeitura possa providenciar cisternas nos terrenos com a possibilidade de canalização de águas pluviais pela boca de lobo e utilizar telas ou filtros. Também seria importante fazer, de maneira mais massiva, campanhas de conscientização da população de que lugar de lixo é no lixo, e o município intensificar a limpeza das ruas e galerias”, comenta Silvio. 

Danilo Giampietro Serrano, que representa o Crea-PR por meio da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Regional Maringá (AGB-Maringá), diz que uma preocupação é realizar a discussão da forma mais técnica possível, a fim de que as soluções propostas evitem dificuldades futuras. Ele explica que hoje o sistema de drenagem é basicamente convencional: a água da chuva que cai nas casas, ruas, praças é direcionada por bueiros e tubos até os rios. “Estamos discutindo uma visão mais ampla de melhorias que possam ser aplicadas em uma área que já tenha sistemas como esse instalados. É importante uma infraestrutura que possibilite a diminuição do pico de vazão para que os rios não se deteriorem e recuperem sua diversidade natural”, comenta. 

A gerente da Regional Maringá do Crea-PR, Viviani Hannebauer, destaca que o Conselho tem a missão de atuar com eficácia na orientação, fiscalização, valorização e aperfeiçoamento do exercício profissional em benefício da sociedade. “Os profissionais da engenharia, agronomia e geociências desempenham papel fundamental na busca por soluções inovadoras e eficientes, que possam minimizar os impactos das chuvas e promover uma gestão adequada das águas pluviais. Com a participação ativa do Conselho e das Entidades de Classe nesse debate junto à Prefeitura, o objetivo é garantir a aplicação das melhores práticas e o uso das tecnologias mais adequadas para o dispositivo de detenção de águas pluviais em Maringá”.

Viviani acrescenta que o Crea-PR tem a responsabilidade de enfatizar a importância da engenharia nesse contexto, destacando sua capacidade de propor soluções inovadoras e sustentáveis. “Ao desempenhar esse papel ativo, o Conselho contribui para a consolidação de uma sociedade mais consciente e responsável, na qual o desenvolvimento econômico caminha lado a lado com a preservação ambiental, garantindo um futuro melhor para todos”, finaliza.

Imagem meramente ilustrativa

Recuperação

Imagem meramente ilustrativa

Exemplos de ações que podem ser tomadas para minimizar os efeitos das chuvas são os parques. O projeto Parques Urbanos, do Governo do Estado, está mudando a realidade de diversos municípios do Paraná. Por meio da ação, uma inciativa do Instituto Água e Terra (IAT), áreas sujeitas a ações erosivas ou regiões de fundo de vale que sofrem a degradação ambiental são completamente revitalizadas. Até o momento já foram entregues 25 complexos deste tipo em diferentes regiões do Paraná. Outros 38 estão em construção ou em fase de licitação. O investimento global é R$ 73 milhões.

Maringá foi beneficiada com a implantação do Parque Gralha Azul, às margens do Rio Ribeirão Maringá, uma Área de Preservação Permanente (APP), com 8,3 mil metros quadrados. Ao todo, o investimento foi de R$ 1.871.180,45.

Antigamente, o curso hídrico do rio estava em processo erosivo gerado pela drenagem das águas pluviais dos bairros próximos, problema ambiental sanado com a construção do parque urbano. Mas não foi só isso. O projeto permitiu conter as constantes queimadas provocadas por ações humanas, além de oferecer aos moradores da região o primeiro espaço de lazer no bairro.

(Com informações da Assessoria de imprensa Crea-PR – Regional Maringá e Agência Estadual de Notícias)

Deixe seu comentário

Deixe aqui seu e-mail para receber as novidades