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A inserção da tecnologia BIM na topografia no Estado do Paraná

A Engenharia, em seu conceito pleno, existe desde a antiguidade, quando as primeiras invenções foram desenvolvidas pelos então chamados de ‘Mestres’. Ao longo dos anos, esse campo, assim como muitos outros, se desenvolveu e sofreu grandes evoluções, desdobrando-se em subáreas.

Uma dessas áreas é a topografia, aplicada em vários contextos das atividades de Engenharia e Geociências. Essa área também passou por uma evolução contínua, desde o uso de equipamentos mais simples aos mais sofisticados, como os direcionados à localização precisa via satélite. Com o passar do tempo, novas tecnologias foram surgindo e sendo incorporadas nos equipamentos utilizados pelos profissionais, até chegar ao BIM – que é uma combinação de todos os projetos necessários a um empreendimento.

Em artigo publicado recentemente sobre a utilização da tecnologia BIM na topografia (leia na íntegra) foi ressaltada a importância desse software que possibilita que vários profissionais trabalhem juntos no mesmo projeto, adicionando os dados que competem à sua especialidade e tendo acesso às atualizações no modelo em tempo real.

Para entender o desenvolvimento do BIM, é possível relacioná-lo às ferramentas que ficaram conhecidas por terem sido pioneiras na transição da prancheta para o computador, fornecendo plataformas de desenho 2D e 3D para arquitetos e engenheiros, como por exemplo o AutoCAD.

Segundo o conselheiro do Crea-PR, geógrafo Danilo Serrano, “há séculos trabalhamos com perspectivas em 3D e fazemos isso por meio do conhecimento de fundamentos e técnicas para levantamento de informações sobre a superfície da terra, de forma eficiente. A Agrimensura, a Engenharia Cartográfica e a Geografia já utilizam a modelagem desde os primórdios, e o que se verifica é o crescimento de softwares especializados para a construção destes trabalhos técnicos”.

Sobre os benefícios que a tecnologia BIM pode agregar na topografia, o geógrafo afirma que “principalmente na redução de custos em obras e retrabalhos em projetos. Em uma obra pública, por exemplo, há o benefício da melhoria na aplicação do investimento público. Outras vantagens seriam a qualidade da informação e a eficiência do produto (diminui o retrabalho)”. Na mesma linha, a National BIM Standard-United States define a Modelagem da Informação da Construção como uma fonte de conhecimentos compartilhados para a geração de informações e redução de custo, e também destaca a colaboração dos participantes como um dos principais motores da prática.

Costuma-se pensar que na construção civil, quanto mais próximo da realidade o planejamento da obra estiver, maiores são as chances de sucesso no futuro. As tecnologias que utilizam BIM estão sintonizadas com essa realidade e criaram recursos para que a visualização prévia das edificações fique ainda mais apurada, permitindo planejamentos ainda mais precisos. Mas não pense que essa ferramenta se restringe apenas a essa área. Segundo o conselheiro do Crea-PR, todo e qualquer profissional que necessite realizar Modelagem Tridimensional (Agrimensura, Engenharias e Agronomia) pode utilizar este tipo de ferramenta.

Quando questionado sobre exemplos de projetos relacionados a essa ferramenta, Serrano enfatiza que “são inúmeros os trabalhos aplicados quanto à modelagem, porém com a tecnologia BIM, são na maioria projetos de grande porte, tais como edifícios, pontes, metrôs e entre outros”, finaliza.

E você, conhece algum projeto que aplique a tecnologia BIM?

Texto: Brenda Borges – Comunicação Crea-PR

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