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Tecnologia dentro e fora da porteira

Agricultura 5.0 tem como foco a produção com mais sustentabilidade e menor impacto socioambiental

A Agricultura 5.0 já é uma realidade no Brasil e tem diversos exemplos práticos. O termo, de acordo com o Engenheiro Agrônomo George Hiraiwa, especialista em inovação no agronegócio, tem origem no movimento Sociedade 5.0, lançado por cientistas japoneses que observaram a utilização de tecnologias criadas pela indústria 4.0 (Internet das Coisas – IOT, Big data, Inteligência Artificial – IA, robôs autônomos, Blockchain, Nanotecnologia, entre outras). 

“Incentiva a convergência de todas as inovações tecnológicas e os três principais valores que a movem são inclusão, qualidade de vida e sustentabilidade. A digitalização no agronegócio evoluiu rapidamente e no campo podemos notar várias tecnologias presentes fora e dentro da porteira”, afirma.

Para que o 5.0 se torne ainda mais disponível no campo, o Engenheiro Agrícola Anderson de Toledo, gerente de Inovação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar – Emater (IDR-Paraná), cita que existem desafios. “Nem todos os agricultores têm acesso às ferramentas disponíveis. Também é preciso investir em capacitação digital e em infraestrutura para melhoria da comunicação e conectividade na área rural”.

Para Hiraiwa, o futuro é BioDigital. “Mescla de tecnologias digitais com preceitos das ciências biológicas que contribuirão para alimentar o planeta com sustentabilidade.”

Sebrae fomenta e conecta ações

Entidade trabalha aproximando empresas de tecnologias que ofertam soluções com produtores e cooperativas.

Para o especialista em Administração Industrial, Lucas Ferreira Lima, coordenador Estadual Estratégico do Sebrae, a Agricultura 5.0 é “embarcar mais tecnologia no campo possibilitando que o agricultor possa fazer uso desta tecnologia para acelerar a tomada de decisão por meio de uma série de informações que são levantadas”.

Neste sentido, ele explica que o Sebrae fomenta que empresas de base tecnológica desenvolvam soluções para o agronegócio para que o produtor tenha mais acesso às soluções apresentadas. “No campo isso gera automatização de parte dos processos de produção e ganho de produtividade, melhor tomada de decisão com economia de insumos, por exemplo”, explica Lima.

O gerente estadual cita como exemplos de aproximação entre as soluções tecnológicas e os agricultores eventos sediados em Londrina como o AgroBit, o Challenge Smart Agro e a Exposição de Londrina. “São espaços onde a oportunidade de inovação se conecta com os clientes das soluções como os produtores e cooperativas e outras empresas rurais”, cita.

 Segundo o gerente Regional Norte do Sebrae – Londrina, Administrador Fabricio Pires Bianchi, a entidade busca entender as dores e o que pode ser desenvolvido como solução. “Fomentamos o avanço da tecnologia e nos destacamos como região pois concentramos um terço do total de startups do agro paranaense”.

Exemplos já adotados no Brasil

Plataformas de market place que utilizam IA – para escolha e cotação de insumos;

Imagens de drone ou satélite para elaborar as melhores formas de plantio, desenvolvimento da planta e melhor ponto de colheita, gerando diversos dados onde o produtor tomará decisões como a melhor escolha de variedades e fertilização do solo;

Agfintechs através de algoritmos e IA, agilizam e facilitam acesso de crédito para o produtor;

Fertilizantes foliares de base nanotecnológica – uma pequena fração do princípio ativo auxilia na plena capacidade produtiva da planta;

Inteligência Artificial e algoritmos possibilitam escolher o melhor momento para a venda dos produtos;

Blockchain – rastreabilidade do campo à mesa para produtos vegetais e proteína animal.

(Fonte: Engenheiro Agrônomo George Hiraiwa)

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